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Cronologia da Vida e Obra de PAI AMÉRICO

DO BERÇO A ÁFRICA

1887 — 23 de Outubro: Nasce na Casa do Bairro de Baixo, freguesia do Salvador de Galegos, concelho de Penafiel, pela uma hora da noite, sendo o último de 8 irmãos. Filho de Teresa Ferreira Rodrigues, da Casa de Antelagar, freguesia do Salvador de Paço de Sousa, e Ramiro Monteiro de Aguiar, natural da freguesia de S. Martinho de Lagares, unidos em Matrimónio na igreja paroquial de Paço de Sousa, a 23 de Outubro de 1873. 4 de Novembro: Baptizado com o nome de Américo, na igreja paroquial de Galegos, pelo Padre António da Rocha Reis. O nome é dado em homenagem ao Cardeal D. Américo Ferreira dos Santos Silva, Bispo do Porto (1871-1899).

1891 — Janeiro: A sua vida corre perigo por doença (pneumonia). Tem 3 anos de idade. Regista-se a queda de neve.


1894 — Inicia os estudos na Escola Régia de Galegos, que funciona no lugar de Pereiras, com o professor Joaquim da Silva Pinto.


1897 — Setembro: Vai como externo, com o irmão António, para o Colégio de Nossa Senhora do Carmo, em Penafiel, de que é director o Padre José de Sousa Vinhós (1989 a 1929), entregue aos cuidados de Humbelina Henriques.

1898 — Aprende a doutrina cristã rapidamente, ensinada por Rosa do Bento, e faz a primeira Comunhão na terra natal. Os irmãos chamam-lhe beato. Confidencia à Mãe o desejo de ser padre.

1899 — 8 de Agosto: Faz o exame de instrução primária (4.a classe), com 11 anos, na cidade de Penafiel.
Outubro: Admitido no Colégio de Santa Quitéria, em Felgueiras, da Congregação da Missão, aos 12 anos, com o irmão António. Manifesta-se bom estudante. É recebido na Associação dos Filhos de Maria. Recebe assistência espiritual do Padre Jacinto de Sousa Borba.

1902 — 1 de Junho: A Mãe escreve ao filho mais velho, Padre José, missionário no Oriente, que o Américo (com 14 anos) tem muita vontade de ser Padre. É sugerido o Colégio das Missões de Cernache do Bonjardim. O Pai não o acha com feitio para padre, devido ao seu temperamento alegre.
Outubro: Já está empregado no Porto, com 15 anos, numa loja de ferragens, na rua Mouzinho da Silveira, 110-112. Ajuda às Missas, na igreja de S. Lourenço, no Largo do Colégio. É crismado por D. António José de Sousa Barroso, na Sé Catedral do Porto.

1905 — Setembro: Matricula-se no Instituto Industrial e Comercial do Porto, sem deixar o serviço da casa onde trabalha. Sofre de reumatismo.

1906 — 19 de Novembro: Embarca em Lisboa, no Prinz Regent, rumo a África, onde se encontra o irmão Jaime.
24 de Dezembro: Chega ao Chinde, em Moçambique. Tem 19 anos.

1907 — Junho: Está colocado na companhia inglesa The British Central Africa, como despachante. Reside no Chinde, na chamada República do Carapau Frito. Depois, recebeu o nome de República setembrista.

1912 — 7 de Abril: Embarca na Beira para Portugal, em gozo de férias, via Canal de Suez. O vapor, onde viaja, apanha o S.O.S. do paquete de luxo Titanic que se afunda no Atlântico Norte a 15 de Abril desse ano.

1913 — 5-6 de Setembro: Participa num meeting desportivo como atleta do Chinde Sports Club.
12 de Dezembro: Falecimento de sua Mãe, em Paço de Sousa, com 66 anos.

1914 — Conhece, na cidade da Beira, o missionário franciscano Padre Rafael Maria da Assunção.

1915 — Regressa a Portugal. Vai à Guarda visitar o irmão Dr. António que está no Sanatório; e vem a falecer a 18 de Janeiro de 1916, com 31 anos.

1921 — 7 de Maio: Está ao serviço da casa alemã Breyner & Wirth, em Lourenço Marques.
5 de Agosto: Falecimento de seu Pai, em Paço de Sousa, com 71 anos.


A CAMINHO DO ALTAR

1922 - D. Rafael da Assunção, seu confidente, abre-lhe o Caminho da Luz na cidade de Lourenço Marques.

1923 — 26 de Janeiro: Larga do Cabo pelo vapor Balmoral Castle, de regresso a Portugal, com 35 anos; depois de ter trabalhado em Moçambique, durante 16 anos. Passa pelo Funchal, na Madeira, onde trabalha na firma Blandy Brothers, do amigo Simão Correia Neves.

5 a 26 de Maio: Realiza uma viagem a Inglaterra, interessado no negócio de frutas. Julho: Lembra-se de recolher à Ordem dos Frades Menores (Franciscanos) — a martelada.
Setembro: Vai ao Colégio Franciscano de Santo António, em Tuy, onde fica dois dias, e fala com o Superior, Padre Manuel Alves Correia.
Em Lisboa compra bilhete para Lourenço Marques. Vê uma revista onde aparecem dois frades franciscanos e fica impressionado. Permanece quatro dias na Capital. A seguir, trata do passaporte em Penafiel e encontra-se com o Padre Dr. Avelino Sousa Soares (antigo companheiro de escola primária), na casa paroquial, à rua Direita, que o desaconselha a seguir a vida eclesiástica. Faz as malas e segue para Lisboa, disposto a retomar o caminho de África. À última hora, soa outra martelada de Deus e não resiste mais.
21 de Outubro: Após 21 anos de trabalho, parte para o Convento Franciscano de Vilariño de la Ramallosa, na Galiza, onde fica como postulante. Estuda Latim e Ciências.

1924 — 14 de Agosto: Toma o hábito franciscano, com 36 anos. Agora, é Frei Américo.

1925 — Julho: É aconselhado a sair da Ordem dos Frades Menores, por ser muito impressionista.
Pede a sua admissão no Seminário Maior de Nossa Senhora da Conceição — Porto, e não é aceite.
3 de Outubro: Dá entrada no Seminário Episcopal da Sagrada Família — Coimbra. É admitido pelo Bispo de Coimbra, D. Manuel Luís Coelho da Silva (natural de Bustelo), com recomendação do Padre Fr. Inocêncio do Nascimento, O.F.M. Entretanto, completa 38 anos.
Frequenta as aulas de Filosofia, em 1925-26, e é aprovado com 14 valores.

1926 — Outubro: Inicia o curso quadrienal de Teologia.
8 de Dezembro: Escreve na revista manuscrita Lume Novo (n.° 1), dos alunos do Seminário Maior de Coimbra, sob o pseudónimo de Frei Junípero. Colabora até ao n.° 13, de Junho de 1930.
18, 19 e 20 de Dezembro: Recebe a Prima Tonsura e Ordens Menores.

1928 — A passagem do Padre Matéo pelo Seminário Maior de Coimbra deixou nele uma profunda impressão, reacendendo a sua devoção ao Sagrado Coração de Jesus. Outubro: Faz por escrito os Votos de Pobreza e de Obediência.
23 de Dezembro: É ordenado Subdiácono.

1929 — 7 de Abril: Recebe a Ordem de Diácono, do Bispo Coadjutor de Coimbra, D. António Antunes, na capela de S. Tomás de Aquino, do Seminário Episcopal de Coimbra. 28 de Julho: Recebe a Ordem de Presbítero, com 41 anos, conferida pelo Bispo de Coimbra, D. Manuel Luís Coelho da Silva, na capela de Nossa Senhora da Anun­ciação no Seminário de Coimbra. Desde esse momento passa a assinar P. Américo!
29 de Julho: Celebra a sua Missa de início de ministério, Missa Nova, na capela das Irmãs Coadjutoras do Seminário de Coimbra.
5 de Agosto: Celebra uma segunda Missa Nova na igreja paroquial de Paço de Sousa. Outubro: É nomeado Prefeito e Professor de Português no Seminário de Coimbra. No dia 20 deste mês, na abertura solene das aulas, recebe um prémio de 100$00 por se ter distinguido nas homilias feitas na igreja do Seminário.
Capelão em Casais do Campo, na freguesia de S. Martinho do Bispo.

1930 — 15 de Abril: Por concessão do Prelado, faz acto do 4.° ano Teológico e é aprovado com 12 valores, concluindo o curso.
Um esgotamento chega, com dores de cabeça, em consequência da muita aplicação nos estudos.
Designado para Pároco de S. Paulo de Frades, não pode tomar posse, por doença.


OBRA DA RUA

1932 — 19 de Março: Inauguração da Sopa dos Pobres, na rua da Matemática, em Coimbra, pelo Bispo D. Manuel Luís Coelho da Silva, que lhe confia essa missão. Obtém licença do Prelado para se dar à visita aos Pobres. Começa a escrever no jornal diocesano Correio de Coimbra, sob o título «Sopa dos Pobres» (2-1-1932 a 23-3-1940), depois «Obra da Rua» (6-4-1940 a 7-8-1943). Visita doentes e reclusos.

1935 — Agosto: Inicia as Colónias de Férias do Garoto da Baixa (de Coimbra), na freguesia de S. Pedro de Alva, concelho de Penacova. Seguem-se em Serpins, Vila Nova do Ceira e Miranda do Corvo.

1938 — Assistente Moral e Religioso da Tutoria Central de Coimbra.

1940 — 7 de Janeiro: Funda a primeira Casa do Gaiato, com três Rapazes, numa quinta no lugar de Bujos, freguesia de Miranda do Corvo, comprada em Julho de 1939 para rapazes abandonados e sem família; a qual regista 795 filhos recebidos até 1990.
A Obra da Rua é consagrada ao Santíssimo Nome de Jesus. Ex-libris: o Quim Mau, garoto de braços abertos a pedir o amor do Próximo. Lema: ‘Obra de Rapazes, para Rapazes, pelos Rapazes’.

1941 — 1 de Janeiro: Abre o Lar do Ex-Pupilo das Tutorias e dos Reformatórios do País, na rua da Trindade, em Coimbra. É entregue aos Serviços Jurisdicionais de Menores em 1950.
Junho: Publicação do livro Pão dos Pobres, 1.° volume (campanha de 1932 a 1939), em Coimbra, tendo como exergo: Do que eu vi em casa deles e de como tratei seus filhos.

1942 — Publicação do livro Obra da Rua, em Coimbra, a cujo Relatório pôs o subtítulo De como eu amparo o ardina.

1943 — 20 de Abril: Toma posse da antiga Casa Pia e da cerca do antigo Mosteiro beneditino de Paço de Sousa para Casa do Gaiato, por transferência da sua administração para a Obra da Rua, efectuada pela Junta de Província do Douro Litoral, em resultado de Portaria ministerial de 10 de Abril desse ano.
27 de Maio: Dá início à construção das primeiras moradias da Aldeia do Gaiato, em Paço de Sousa, concebida pelo Arquitecto Teixeira Lopes, por indicação do Padre Américo. Os primeiros Rapazes chegam a 31 de Maio e a segunda leva a 16 de Agosto, ficando instalados nas ruínas do convento. Escreve no semanário A Ordem, do Porto, sob o título «Casa do Gaiato do Porto» (8-5-1943 a 11-6-1949).

1944 — 5 de Março: Aparece o primeiro número do jornal O Gaiato, quinzenário da Obra da Rua de que é Fundador e Director.

1945 — 3 de Fevereiro: Abre o Lar do Gaiato do Porto, na rua D. João IV, 682.

1946 — 24 de Março: Inauguração e bênção da capela da Casa do Gaiato de Paço de Sousa, pelo Bispo do Porto, D. Agostinho de Jesus e Sousa. A primeira pedra foi lançada a 8 de Agosto de 1944. A nascente, encontra-se um painel de azulejos, decorado com a passagem do Evangelho que diz: «Quem receber um menino como este, em Meu nome, é a Mim que recebe» [Mt 18, 5]. Na parede norte, vê-se um vitral representando um pelicano. Em mísulas, estão as imagens de Nossa Senhora da Conceição e de S. Francisco de Assis.
31 de Agosto: É levantado um cruzeiro nesta Casa do Gaiato, com a legenda: CRUX STAT DUM MUNDUS VULVITUR. É aberto um Lar do Gaiato na Cumeada, em Coimbra.

1947 — 17 de Maio: O Bispo do Porto aprova os Estatutos da Obra da Rua.

1948 — 4 de Janeiro: Inauguração da Casa do Gaiato de Lisboa, na Quinta da Mitra, em Santo Antão do Tojal, concelho de Loures. Foi proposta ao Padre Américo em 27 de Junho de 1947, festa do Sagrado Coração de Jesus, pelo Cardeal Patriarca de Lisboa, D. Manuel Gonçalves Cerejeira.
8 de Janeiro: Publicação no jornal O Gaiato de «O Meu Testamento». 1949 — ­Junho/Agosto: Faz uma viagem ao Brasil, na companhia de José Eduardo.

1949 - 16 de Agosto: Inauguração da Tipografia da Casa do Gaiato de Paço de Sousa, começando o jornal O Gaiato a ser ali impresso.

1950 — Publicação do opúsculo Do Fundamento da Obra da Rua e do Teor dos seus Obreiros e do livro Isto é a Casa do Gaiato, 1.° volume. São colocados Rapazes no Lar de S. João da Madeira, numa casa cedida em Junho desse ano; porém, em 1954 é encerrado por ser imprópria para habitação.

1951 — Fevereiro: Inicia a construção das primeiras casas do Património dos Pobres, em Paço de Sousa, sob o lema ‘Cada freguesia cuide dos seus Pobres’. São construídas mais de 3500 moradias em Portugal Continental, Madeira, Açores, Angola e Moçambique, propriedade das Comissões Fabriqueiras. Actualmente, envereda por pequenos auxílios à Autoconstrução.

1952 — 13 de Maio: Na Missa dos Doentes, em Fátima, prega a parábola do bom Samaritano.
Julho/Outubro: Efectua uma viagem a África com Júlio Mendes. Anuncia a obra De como eu subi ao Altar, mas não chega a escrevê-la.
Publicação do livro O Barredo, sítio a que chamou: ‘Lugar de mártires, de heróis e de santos’.

1954 — Toma posse da Quinta da Torre, na freguesia de Beire, concelho de Paredes, para instalação duma Casa do Gaiato e do Calvário.
Publicação dos livros Ovo de Colombo e Viagens.

1955 — 1 de Julho: Instala a Casa do Gaiato de Setúbal, em Algeruz, no Albergue Distrital da Mendicidade, onde também foram recolhidos rapazes resineiros vindos do Lar de Alcácer do Sal. Há, ainda, um Lar do Gaiato em Setúbal e um Lar de Férias na Arrábida.

1956 — Janeiro: Desloca-se à Ilha da Madeira com Joaquim Bonifácio por companheiro. 2 de Abril: Inauguração da Casa do Gaiato de Ponta Delgada; depois, foi desligada da Obra da Rua.
12 de Julho: Inauguração e bênção da capela da Casa do Gaiato de Beire, pelo Bispo do Porto, D. António Ferreira Gomes.
14 de Julho: Sofre um acidente de automóvel em S. Martinho do Campo, concelho de Valongo, no regresso duma viagem ao sul do País, com passagem pelo Porto. É transportado para o Hospital Geral de Santo António, no Porto.
15 de Julho: Neste domingo, de manhã, pede e recebe os últimos Sacramentos da Igreja.
16 de Julho: Morre de fractura exposta e cominutiva das pernas, no mesmo Hospital, com 68 anos, às 6 horas da manhã do dia da memória litúrgica de Nossa Senhora do Carmo, sua devoção.
17 de Julho: É sepultado, de batina, no cemitério paroquial de Paço de Sousa, com gran­dioso acompanhamento desde a igreja da Trindade, no Porto. Na Missa de corpo presente, na capela da Casa do Gaiato, preside D. Rafael da Assunção, Bispo de Limira. 18 de Julho: O Bispo do Porto aceita a proposta dos Padres da Rua de designar o Padre Carlos Galamba como Director da Obra da Rua.

1957 — ­16 de Julho: Inauguração do Calvário, em Beire, para doentes incuráveis e abandonados.

1961 — 17 de Julho: Os seus restos mortais são trasladados para a capela da Casa do Gaiato de Paço de Sousa, onde jazem em campa rasa, com a inscrição: ERA 1956/AMÉRICO MONTEIRO D'AGUIAR/PRESBÍTERO.

1963 — Fundação em Angola das Casas do Gaiato de Malanje e de Benguela, orientadas pelos Padres Telmo Ferraz e Manuel António, respectivamente. A Casa do Gaiato de Benguela foi inaugurada a 5 de Janeiro de 1964, no Vale do Cavaco; e nessa data foi benzida a primeira pedra da Casa do Gaiato de Malanje, no Culamoxito. São nacionalizadas em 1975; mas, o regresso acontece em 1992, sendo restituídas as antigas Aldeias.

1965 — ­­3 de Julho: Aprovação e bênção das Normas de Vida dos Padres da Rua, em Fátima, pelos Prelados que têm Padres diocesanos seus ao serviço da Obra da Rua.

1967 — Fundação em Moçambique da Casa do Gaiato de Lourenço Marques, na Quinta de S. Tiago, orientada pelo Padre José Maria. É tomada pelo Estado em 1975. O regresso dá-se em 1991, provisoriamente para a povoação da Massaca, enquanto se ergue outra Casa do Gaiato, numa fazenda, no distrito de Boane. 1996 — 7 de Fevereiro: O Bispo do Porto, D. Júlio Tavares Rebimbas, concede aprovação aos actuais Estatutos da Obra da Rua.


PROCESSO DE CANONIZAÇÃO

1986 — 22 de Março: A Obra da Rua, constituindo-se em Autora, pede ao Bispo do Porto a introdução da Causa de Canonização do Padre Américo. Tinha sido nomeado, em 1 de Janeiro, Postulador da Causa D. Gabriel de Sousa, O.S.B., Abade Emérito de Singeverga, aceite pelo Prelado a 8 de Dezembro de 1986. O mesmo pedido faz o Clero da Vigararia, em 12 de Junho de 1986. O Vigário Judicial presta esclarecimentos ao Arcebispo-Bispo do Porto, a 14 de Junho.
25 de Dezembro: Nota Pastoral da Conferência Episcopal Portuguesa sobre o 1.° Centenário do nascimento do Padre Américo.

1987 — 24 de Outubro: Homenagem nacional e Celebração Eucarística no Palácio de Cristal — Porto.
8 de Dezembro: O Postulador pede ao Arcebispo-Bispo do Porto a introdução da Causa de Canonização.

1988 — 10 de Maio: Tomam posse os teólogos censores dos escritos impressos, Cónego Dr. António Maria Bessa Taipa e Padre Dr. Manuel Durães Barbosa, C.S.Sp., nomeados a 15 de Março e que dão parecer favorável nesse ano. O Postulador pedira o exame dos escritos a 24 de Fevereiro de 1988.

1990 — 15 de Setembro: O Arcebispo-Bispo do Porto, enviando para a Santa Sé as peças documentais, pronuncia-se pelo valor da Causa e pede o nihil obstat para organizar o Processo Ordinário. O Postulador exibira: Relatio scriptorum, Positiones et articuli, Indiculus testium.
6 de Novembro: A Santa Sé, por intermédio do Cardeal Angelus Felici, da Congregação para as Causas dos Santos, dá o nihil obstat para ser organizado o Processo Ordinário de glorificação canónica.

1991 — 14 de Fevereiro: Toma posse, na Biblioteca da Casa Episcopal do Porto, o Tribunal Eclesiástico para o início do Processo de Canonização do Servo de Deus, Padre Américo Monteiro de Aguiar. Juiz Delegado: Padre Doutor Jorge Teixeira da Cunha; Promotor de Justiça: Padre Doutor João Paulo de Campos; Notário: Padre José Maria Gonçalves Moreira.

1992/1993 — É realizado o Processo Rogatorial da Postulação no Tribunal Eclesiástico de Coimbra. Em Agosto de 1992 é concluído o Processo Rogatorial organizado na Cúria Patriarcal de Lisboa.

1995 — 16 de Julho: Sessão pública de encerramento da primeira fase do Processo de Canonização, na Sé Catedral do Porto. Foram ouvidas 47 testemunhas e 4 ex officio, nos Tribunais Eclesiásticos do Porto (que realizou 75 sessões), Coimbra e Lisboa. Resultou um volumoso dossier sobre a vida, virtudes e fama de santidade do Servo de Deus, de que constam também escritos e documentação biográfica.

1996 — 1 de Abril: É aberto o Processo do Padre Américo na Congre­gação para as Causas dos Santos — Roma. Postulador: Mons. Doutor Arnaldo Pinto Cardoso, nomeado a 14 de Fevereiro de 1996. 30 de Outubro: Os peritos em História, Cónego Doutor Carlos Alberto de Pinho Moreira Azevedo e Doutor Geraldo José Amadeu Coelho Dias, O.S.B., declaram a autenticidade e o valor das obras que constam do Processo canónico, da autoria do Servo de Deus e a seu respeito. Foram nomeados a 22 de Abril de 1996 e tomaram posse a 17 de Maio.

1997 — 18 de Outubro: Decreto de validade da Causa de Canonização do Servo de Deus, Américo Monteiro de Aguiar, Presbítero.

 

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